VALORIZE OS PEQUENOS DETALHES E VIVA OS PEQUENOS MILAGRES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Vitor Emanoel Jr.   
Dom, 11 de Novembro de 2012 20:25

VALORIZE OS PEQUENOS DETALHES E VIVA OS PEQUENOS MILAGRES


            Estava dirigindo de volta para casa, após um passeio comum, e comentei com minha esposa: “Eh! a gente é muito feliz” e em seguida, com um sorriso no rosto, mencionei nossa programação para aquele dia: “Vamos chegar em casa agora, vamos almoçar, assistir a um filme e à noite, vou jogar vídeo game. Eh, realmente a gente é muito feliz!”.

            Naquele momento, comecei a pensar o quanto eu e minha família somos felizes e pensei também que não precisamos de algo mirabolante ou algo enorme para contemplarmos o quanto Deus nos ama por nos permitir que possamos viver momentos como aqueles que vivemos naquele dia, que são simples, mas repletos de alegria.

            Ainda dirigindo, me remeti às várias pessoas que conheço e que, ainda, se julgam infelizes (ou incompletas) por que, ainda, não chegaram ou viram algo “grande” acontecer em suas vidas. Pessoas que estipularam lugares, conquistas ou bênçãos para serem felizes, pediram e esperam por um “grande” milagre e se esquecem de valorizar os “pequenos” milagres do dia a dia. Esquecem-se de valorizar as pequenas coisas.

            Lembrei-me também do meu querido e saudoso pai (falecido aos 81 anos em fevereiro de 2011). Muitos pediam a Deus por ele e intercediam para que Deus lhe devolvesse a força nas pernas, o ânimo de trabalhar em sua horta, dentre tantas outras orações que tivemos conhecimento. Muitos pediam um milagre na vida dele, mas ele, por si só, já era um milagre. Os médicos, quando analisavam seus exames de atividade cerebral, sem o conhecer, eram capazes de afirmar que aquele paciente não falava, não andava, não enxergava e sequer reconheceria alguém pela voz, mas mesmo com um “diagnóstico” como este, ainda nos seus últimos dias, ele ainda falava, enxergava, sorria e reconhecia as pessoas que iam visitá-lo.


            Quero citar por base bíblica para esta reflexão de hoje, a famosa odisséia do povo de Israel no deserto, após saírem dos domínios de Faraó no Egito (descrita no livro de Êxodo).

            Depois de finalmente serem libertos do domínio de Faraó e sob a promessa de apossarem-se de uma terra abençoada, de onde manaria leite e mel, todo o povo seguiu à Moisés rumo à terra de Canaã. Durante a longa caminhada no deserto, que durou quarenta anos, o povo se deparou com diversos percalços, porém, em todos eles, o Senhor os abençoava.

            Imagine uma grande quantidade de pessoas vagando pelo deserto. Não demorou muito e surgiu a sede, e todas as vezes que a sede surgia Deus fazia com que fontes de águas jorrassem das rochas, ou outrora fazia com que águas amargas se tornassem em águas doces. Também quando o povo tinha a fome e Deus fazia com que o Maná (semelhante à um pão) “caísse” do céu todas as manhãs (Ex 16:4). Quando o povo quis comer “algo diferente”, Deus mandou aves (codornizes) para que o povo se fartasse de comer carne (Ex 16:12-13). Durante o dia o povo sentia calor, então Deus fazia com que uma grande nuvem os protegesse do Sol e durante a noite, quando sentiam frio, Deus colocava uma coluna de fogo à frente deles para aquecê-los e os guiar em seu longo caminho (Ex 13:21-22). Outro fato que também merece destaque é que, ao longo dos anos que o povo passou no deserto, as roupas e os calçados não se desgastavam e não ficavam apertados ou pequenos (Dt 29:5).


            O que quero enfatizar na nossa reflexão de hoje é que, por mais que o povo contemplasse os milagres diários do Senhor, pois mais que fossem testemunhas vivas de tudo o que Deus fizera para eles, ainda assim, viviam murmurando e reclamando da situação e, por vezes, disseram que preferiam morrer sob o julgo de Faraó a viver naquela situação.

            Muitas pessoas viviam tristes, desanimados e frustrados. Mas tinham uma esperança: Chegar em Canaã. Deixavam de ser gratos pelas várias manifestações do poder de Deus por que estavam “cegos” pela promessa.

            Entretanto muitas pessoas daquelas que iniciaram a caminhada no deserto junto à Moisés não chegaram à terra prometida. Morreram durante o caminho. Deixaram de ser felizes e aproveitar as oportunidades que lhes eram proporcionadas por acreditarem que só seriam felizes ao chegar a Canaã. Traçaram uma meta e estipularam um lugar (ou uma circunstância) para ser felizes. Um lugar que não conheceram (pelo menos muitos deles).


            Nos nossos dias, também vemos várias pessoas como aquelas que estavam caminhando no deserto. Pessoas que vivem reclamando da vida, da falta de alegria e da falta de oportunidades. Pessoas que pedem à Deus um “grande” milagre, mas que ignoram os “pequenos” milagres diários. Pessoas que não valorizam os detalhes da vida e que não sabem (ou que fingem não saber) que, em muitas das vezes, são desses “pequenos detalhes” que as grandes coisas são formadas. Um grande casamento, por exemplo, é formado por diversas partes pequenas. Um sorriso, uma gentileza, um beijo de despedida antes do trabalho, um beijo de boa noite, etc.

            Quantas pessoas você conhece que estipularam um lugar para ser feliz? Conheço uma pessoa que havia colocado em seu coração que iria ser Juiz de Direito ou, no mínino, um Delegado. Como não poderia deixar de ser, ele estudava muito e prestava concursos em várias regiões do Brasil, porém, sempre “ficava” por um ou dois pontos. Os anos foram se passando e passando, ele foi ficando mais velho, até que um dia, quase entrou em depressão por não ter conseguido chegar ao lugar onde, imaginou que, seria feliz.

            Em uma festa, enquanto conversávamos, perguntei à ele: “... E se esse lugar que você estipulou para ser feliz nunca chegar? E se este não for o plano de Deus para sua vida (ou o destino, como uns o chamam)?”. Resumindo, hoje ele é dono de uma loja de material elétrico.


            Pessoas têm deixado de viver plenamente por que, acreditam que, existe um lugar preparado para ser feliz. Você com certeza já ouviu algo assim: “Ah! Quando eu perder mais dois quilinhos...”, “Se eu tivesse aquele monte de dinheiro...”, “Quando eu passar naquele concurso...”, “Quando eu comprar aquele carro...”, “Quando eu me casar...” (...).


                E a pergunta é:

           

E SE ISTO NUNCA ACONTECER? E SE O LUGAR, O DIA OU A CIRCUNSTÂNCIA QUE ESTIPULASTES PARA SER FELIZ NUNCA CHEGAR? VAIS VIVER O RESTO DA VIDA SOB UMA EXPECTATIVA DE ALGO QUE NUNCA EXISTIU?


Felicidade não tem nada a ver com o LUGAR EM QUE SE CHEGA, mas é a MANEIRA COMO SE VAI PELO CAMINHO.


        Não estipule um lugar ou uma circunstância para ser feliz. Não fique esperando os grandes milagres enquanto ignora os pequenos milagres que acontecem todos os dias à nossa volta. Observe ao seu redor e verás que muitas “coisinhas” podem ser consideradas como provas de que a felicidade já está pronta e não precisa ser preparada para um lugar ou um tempo distante.


            Por fim,

Não deixe de aproveitar as OPORTUNIDADES DO HOJE em virtude das POSSIBILIDADES DO AMANHÃ.

 

SEJAS ABENÇOADO E FELIZ HOJE.


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Última atualização em Qui, 04 de Setembro de 2014 11:35
 

Comentários  

 
0 #1 15/11/2012 09:51
Querido amigo irmão Emanoel, como me senti feliz ao ler o texto que escreveu, fico imensamente grato por sua vi[censored], e por te-lo no rol dos meus amigos.
Saiba que a sua mensagem tocou fundo no meu coração.

Fique com DEUS.

Em Tempo.
A sua filhinha esta ca[censored] dia mais lin[censored]. parabéns.
Citação
 

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